quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Quanto vale uma simples  sandálias para você?
Andando pelas ruas do centro de Anápolis, uma coisa logo se percebe.
 A facilidade  na hora de escolher um calçado,como em todas as cidades dos Pais.
As lojas estão a amarrotadas de ofertas e desfiles de calçados, de todos os tipos, cores e gostos.
Existe até as lojas exclusivas  onde se encontram as famosas, havaianas legítimas, saindo daquele modelo básico de uma só cor bem masculina até as com onças, araras ,a selva estampadas em seus solados .
Fui pesquisar sobre este fenomenal calçado, descobri que foi feita a primeira em 1962, Inspirada em uma sandália japonesa, quem a  usava eram os agricultores japoneses.
 Típica sandália de dedo feita de palha de arroz e usada pelos agricultores japoneses, a real fonte de criação das sandálias HAVAIANAS.
Lançada  no  14 de junho de 1962 pela empresa Alpargatas São Paulo, inspiração de uma sandália japonesa, que era feita de tiras de pano e sola de palha de arroz.
Seu nome foi inspirado no Havaí, o paraíso do sol e do mar, esse nome era considerado ideal, já que a sandália era adequada para o uso em países de clima quente, pois deixava os pés descobertos, evitando o excesso de transpiração.
Desde então, quem não se lembra da importância desta sandália ela passou a fazer parte da vida dos brasileiros.
  Veio para ficar  conquistou o gosto de ricos e pobres ,por ser versátil e pratica ,quem não se lembra do slogan ‘as legítimas’ ,não deforma, não soltam as tiras , sem cheiro, invadiu as praias do pais inteiro.Agitou muito as décadas de 70 e 80 , conquistou o campo, vilarejos cidadezinhas, passou a ser uma mania nacional, as celebridades nacionais passaram a usar e divulgar esta marca brasileira.Hoje é muito chique andar nas grandes cidades de havaianas nos pés, caiu o preconceito sobre ser um artigo de pobre.
Em 2000 ela se tornou mania internacional. Hoje para os apaixonados por ela existem lojas inteiras, onde você pode dispor de vários modelos.
As pesquisas dizem  que:
- A cada três brasileiros, dois em média consomem um par de HAVAIANAS por ano.
- ocupa a posição de número 37 no ranking das marcas mais valiosas do Brasil.
- Faturamento: R$ 1 bilhão (estimado)
Andando pelas ruas de Anápolis, um  fato tomou conta da minha mente, séria possível medir a kl metragem de uma havaianas?
Parece loucura neh!!  Mas eu explico.
Na cidade pode até ser que agente posse um ano inteiro com a mesma havaiana, se bem que é difícil de acreditar nesta afirmação, porque as facilidades de adquiri-las ,são tão fáceis que não nos contentamos com só uma por ano.
Mas eu conheço um pessoal que entra neste cálculo sim, moramos em uma área de difícil acesso.
Onde qualquer coisa é difícil de chegar, por isso tudo que se tem é precioso e de muito valor, e as famosas sandálias tem um tratamento diferenciado, eles sim possuem um só par.
E cuidam bem deste um, pois se arrebentar eles estão em apuros, pois andam muito pelas matas tropicais. Onde inesperadamente muitos perigos podem ocorre, desdê um simples atraso na viagem, até um profundo ferimento nos pés desprotegidos. Tipo, espinhos, tocos no caminho, bolhas, cobras, aranhas escorpiões.
Para este pessoal, não existe botas, pois seus pés são deformados por causa do constante andar de pés no chão.
Não sei como foi que as sandálias veio a fazer parte de sues objetos  de extrema necessidade entre eles, mas agora virou uma mania, uma febre ,uma necessidade básica, assim como o fogo serve para aquece-los, as sandálias servem para proteger seus pés ,pois são andarilhos, nômades a maior parte do ano.
Mas muitas vezes por não ter outro par para substituir os surrados calçados, eles imprevisão, dão um jeitinho bem brasileiro e nada original, concertam as sandálias com arames.
Outros por não ter habilidade de andar com elas amarram tiras de pano no calcanhar até dominar o andar.
Muitos já usaram tanto que não existe sola mais os  calcanhares ficam expostos ao chão, mas mesmo assim são usadas.
Que bom seria se este pessoal tivesse a mesma facilidade que nós temos de poder compra-las aos montes.
Diante do luxo dos grandes centros urbanos, fiquei muito comovida com a urgente necessidade daquele povo carente feliz por ter apenas um par nos pés maltratados.
Porque as estampas em detalhes da selva já faz parte do dia deles.
Creio que este povo merece ganhar toda uma coleção, pois, os criadores da sandália  estão divulgando o habitat natural, a fonte de inspiração são as estampas das selvas brasileiras, assim o mundo inteiro conhece o Brasil.
De certa forma o mundo todo conhece o lugar de origem deste povo, tem conhecimento tanto da fauna, como da flora, mas desconhece os habitantes que vivem perambulando por eles descalços ainda.

Meus vinte dois dias no túnel do tempo



Uma das mais fortes características da raça humana com certeza é a capacidade de se omitir diante de uma situação incomoda.
Nós, seres humanos, gostamos de nos camuflar, dar aquela a aparência de tranquilidade, de que tudo está perfeito assim como vivemos por anos. Detestamos qualquer tipo de mudança por menor que ela seja. Euzinha Barbosinha, não escapo à regra.
Por anos, fiquei na minha, depois que fomos retirados da tribo onde trabalhávamos.
Estávamos em férias, nossa mudança estava na aldeia, não tivemos nenhuma oportunidade ou consideração. Nossos pertences ficaram lá para serem queimados por uma antropóloga ateu que decidiu o destino de nossas vidas.
O pouco que foi retirado ainda foi roubado por desleixo daquele que, na época, era o encarregado de cuidar das nossas coisas. Tínhamos um casal na cidade que foi levado lá para fazer tudo o que a equipe no mato precisasse, mas infelizmente ele não era eficiente, não era um bom mordomo das nossas coisas. Ele deveria zelar por nossos bens, documentos, mudanças, compras, mas ele não estava 100% envolvido conosco.
Ele, que deveria ser nossos braços e pernas, e até nossa consciência, não se dedicou de corpo e alma na peleja que foi chamado para executar.

Minha grande decepção foi esta, de ver que nem a própria equipe se dava bem, havia pouco entrosamento entre os membros, Todos pisavam em ovos ali, infelizmente...
Esquecemo-nos de como é necessário sermos humildes!
Minhas coisas eram objetos materiais sim, e poderia não ter valor para eles, mas para mim tinha muito. Tudo foi conseguido com amor e carinho, por meus pais.
Tive um enxoval de rainha, tudo do bom e do melhor. Tinha vários lençóis de cetim, lindas camisolas longas, colchas de renda, toalhas de mesa da Ilha da Madeira e um acervo de fotos dos meus bebês.
Não era uma sem-teto. Tinha referências. Tinha um glorioso passado em família, uma linda vida de casada sorria para mim. Estava feliz, realizada. Fiz uma escolha e jamais me arrependi.
E assim do nada, por pura incompetência por parte de alguns, tinha perdido tudo que fazia parte do meu reino doméstico. Sim, sou mesmo uma eterna rainha do meu lar.
A mágoa começou a tomar um lugar especial no meu coração, com o tempo outras situações foram acontecendo e se acumulando, mesmo sem serem percebidas.
Para resumir a história, 20 anos depois, voltamos ao ponto de partida. Meu esposo que é um guerreiro, despojado de bens, na realidade um Tarzan das Selvas! (Hehehe).
Passou por cima de todos os obstáculos, falatórios ou lógica e foi em frente na  sua jornada .Queria um lugar longe de proibições,lugar que fosse livre para  o povo do qual fomos expulsos de conviver, pudesse um dia chegar.Onde eles pudessem ir e vir e viver a sua cultura na integra,o povo é nômade,vão para os rios pescar ,ficam na mata caçando,moquiam a caça e vão explorar outros lugares,no tempo a seca andam muito,a terra e os rios   são sua fonte de alimento, são alto sustentáveis.sustentáveis. Só a doença os detêm.
Hoje este fato é real, visível e chocante.Pois não importa quanto tempo passe a vida deles seguem a mesma ordem de antes,sobreviver com os recursos da natureza mãe!.
Fui intimada por meu esposo a ir até eles, passar 22 dias para ver se eu ainda dava conta de encarar uma vida neste estilo ‘Tarzan’.
Eu não acreditava mais naquele sonho. Tinha envelhecido, era outra pessoa agora, gostava de certo conforto, estava ficando egoísta e tinha uma ótima memória, ela não me deixava esquecer nem relaxar, quanto ao futuro.A vida por ali era dura,o seu  velho "Eu",queria mandar,exigir,e confrontar.
Não havia nada de romântico e desafiador agora depois de tantos anos.Nem muito colorido.
Não era mais uma garota de 24 anos que não tinha muitas expectativas quanto ao futuro, naquela época me satisfazia com um amor e uma cabana.
Enfim, já estava na sede do ‘Rancho do Ruy’ fazia uns dias, ali tem apenas um barraco que meu esposo diz que vai virar minha casa, ainda tem só dois cômodos de madeira. Um quarto (que serve de depósito, banheiro etc...) e uma cozinha que agora está com cara de cozinha mesmo, tem pia, um fogão a lenha, uma mesa e várias prateleiras para colocar os bagulhos de cozinha.
Ainda não está nada pronto, mas isso não é importante para meu esposo, isto são apenas detalhes estéticos, para ele tudo está perfeito. Bem se vê que é uma visão puramente masculina, é claro.
Para mim que sou a outra parte que vai morar ali por muito tempo está faltando sim muitas coisas, mas que vão ser arranjadas na sua hora e tempo apropriado, pois vou morar ali e preciso de algo real e prático, não vivo mais de fantasias românticas.
Um dia sentindo muito calor resolvi sair da toca e passear pelo terreno, foi neste exato momento que fui sugada pelo túnel do tempo. O cenário não podia ser mais perfeito para tal acontecimento. Vi-me dentro de um quadro antigo de Cândido Portinari.
A vida acontecia, à cores e ao vivo igual a suas famosas telas onde retratava o cotidiano dos povos tribais. O que via poderia ser sim um real cenário daquela época do desbravamento, dos padres jesuítas no Brasil.
Ao me aproximar da rude tapera que ali estava erguida vi nos esteios que mantinham o casebre de pé. Esteios em forma de cruz erguidos no espaço vazio. Era uma casa muito rude feita de taipa com meias paredes de barro, hoje moram ali três castanheiros,  personagens esquecidos no tempo.
A esquerda da casinha de taipa encontrava uma bananeira anã. Debaixo dela algumas índias nuas sentadas sobre as pernas limpavam os peixes enormes que acabaram de chegar. Alguns homens estavam pescando no rio Cuminapari  e tinham acabado de chegar.
Elas tinham uma fogueira  feita com apenas três toras, passavam o trairão sobre as chamas do fogo e depois tiravam com uma faca as escamas, lá embaixo do barranco corria um rio com suas margens bem tortuosas.
Jogados no meio do caminho estavam vários macacos mortos, esperando para serem  tratados. Fui despertada para um fato, vinte anos já haviam sidos passados, eles ainda permaneciam iguais aos seus ancestrais, sem nenhuma mudança aparente, suas atitudes eram primitivos em todos os aspectos visíveis, não era possível perceber nenhum avanço.
Viviam ainda sua cultura primitiva arcaica, sem progresso algum. O universo deles  gira entorno basicamente da alimentação. Um pensamento invadiu o meu cérebro.
Quanto vale uma alma?!?
Nada foi a resposta que ouvi de mim mesma. Para mim não valia nem um tostão furado, não queria mais viver ali. Não havia identificação com eles, nem compaixão, só miséria e dor.
Mas uma voz muito forte e nítida falava dentro  de mim. “Engano seu. Para meu Filho eles ainda têm muito valor, são preciosos.” Jesus Cristo pagou um alto preço para resgatá-los também. Nada pode anular ou diminuir o que Jesus Cristo realizou naquela Cruz. Na hora veio um verso bem conhecido na minha mente. “Eu sou o caminho, a verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai se não por mim.” (João. 14.6)
Não importa como me sinto em relação ao passado, a realidade é uma só: o povo em questão precisa saber sobre as Boas novas! E se eu, que já estou com a mão no arado, olhar para trás ou desistir, quem irá levar este presente até eles?
Sei que não sou uma Expert na língua. Já estou virando o cabo da boa esperança.
Mas tenho sim fagulhas que podem acender uma nova chama! Tenho um desafio missionário. Identifico-me com o povo no amor que tenho por eles. Tenho plena consciência que sou apenas um instrumento nas mãos do Mestre, não importo de ser apenas um preguinho torto, mas que ainda pode ajudar na construção.
Estou lá simplesmente, porque mais uma vez fui tocado por nosso Deus e Pai.



                   

sábado, 15 de outubro de 2011

A filósofa

Gostaria de ir sem mais demora no motivo de euzinha estar aqui dando uma de Filósofa.
Eu bem que tento, confesso que nas minhas veias não correm sangue de poetiza, nem de uma compositora famosa. Meu escritor favorito é Erico Veríssimo. Identifico-me com a linha de raciocínio dele. Na escrita dou pequenas arranhadas minha ferramenta mestre é uma coisinha chamada emoção. Pareço mais com uma briga de gatas que lutam por um bom pedaço de carne!... Falo de gatas, por experiência, pois temos três aqui em casa. Outro dia falo a respeito delas. Vocês já ouviram falar da síndrome do ninho vazio? Pois é nesta fase a gente adota cães ou gatos para ter outros tipos de dor de cabeça. Eu declaro... Que agora o que vai invadir e encher as próximas páginas são os manuscritos. Lembranças de uma mulher. Sentimentos arquivados, de experiências vividas em outra época da minha vida. Recordações antigas e novas diante da mesma realidade, e a experiência pura e crua vivida nestes 22 dias! Minha memória é forte, minha inspiração, quando tenho dá para o gasto...

Regendo um sonho!

Minha história pode sim ser uma linda canção, onde o maestro da orquestra criou um arranjo que ornasse com a letra inacabada.

Afirmo que ainda o Grande maestro está aprimorando e regendo este sonho.Desde que casamos tudo parecia um sonho lindo e colorido. Nossa história; eu comparo a uma linda música: uma sinfonia inacabada, onde só a morte dará um fim.
Uma canção exclusiva, cheia de significados, estes todos verdadeiros, tão puros, finíssimos como fios de ouro tecendo a trama da nossa história. Onde os sentimentos fortes fazem contrates e sobrepõem os menos nobres.

O Exemplo

O grande século missionário existiu, porque houve pessoas que entenderam que era necessário ir até aos perdidos.

Hoje acham mais fácil trazer o perdido para a igreja.

- Pessoas se dispuseram a deixar tudo para trás.

- E colocar o pé na estrada,renunciaram ao conforto e modernismo.

- E obedecerão o Senhor e partiram para alcançar os não alcançados. Aqueles que estão longe e distante de qualquer oportunidade.

Ultima chamada do Mestre!

O grande século existiu porque houve pessoas que entenderam que era necessário ir até os perdidos. Hoje acham mais fácil trazer o perdido para a igreja.

- Pessoas se dispuseram a deixar tudo para trás.
- a colocar o pé na estrada
- e obedecer ao Senhor e partiram para alcançar os não alcançados. Aqueles que estão longe e distante de qualquer oportunidade.

Continuando....refletindo sobre " O Grande desafio missionario"



Hudson Taylor foi para a China, com 21 anos. Não estava contente com a aglomeração de missionários e foi para o interior.


- Em 1805, fundou uma missão na China.
- se identificou com os chineses.
- teve autonomia administrativa
- não batizava sem antes ver a comprovação das conversões
- estabeleceu várias igrejas
seu intuito era servir e não ser servido

 Uma missionário fez a diferença!

Maria Slessor foi considerada mãe de todos os povos. Sua mãe a ensinou nos caminhos do Senhor.

 Sua mãe lhe passou a visão missionária. Ela vivia no centro do mercado de escravos. Conhecia bem o sofrimento humano. Ela ensinava, cuidava, consolava. Todos a admiravam. E era muito respeitada. Tinha um grande amor pelo povo africano. E para ela, eram como irmãos de sangue.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Continuando a falar sobre 'O grande desafio missionario'

A trajetória missionária foi contada através do século, historias de homens e mulheres que se colocaram a disposição de Deus, para irem aos lugares mais remotos.

Alguns pagaram um preço muito alto, muitas vidas preciosas foram arrancadas de seus entes queridos nesta longa jornada. No passado muitos foram e hoje ainda muitos estão indo. Prontos para irem aonde Deus os mandar. Muitos deles deixaram suas marcas como em Romanos está escrito. “Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas”

Is. 52.7 Afirma: "Que formoso são sobre os montes os pés do que anunciam as boas novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: o teu Deus reina".

William Carey.

Declarado como ‘o pai das missões modernas’, é um típico caso que devemos prestar atenção, a historia deste ilustre servo de Deus.

Bem devemos estar bem atentos quanto ao perigo de estarmos envolvidos no ministério sem termos convicção de nosso chamado. Sabemos que ele sempre foi um menino determinado essa característica de persistir, com espírito indômito e inconquistável, até completar tudo quanto iniciara que fez o segredo do maravilhoso êxito da sua vida. Estudando a bíblia em vários idiomas inclusive grego reconheceu que era um pecador perdido. Ao reconhecer que o batismo por imersão é bíblico e apostólico, abandonou a denominação que freqüentava.

Com a idade de vinte anos, casou-se. Carey teve de continuar seu ofício de sapateiro para ganhar o pão cotidiano.

Ao ler um livro "As viagens do Capitão Cook", sentiu Deus falar ao seu coração sobre o estado que os pagãos viviam sem o evangelho.

Enquanto consertava sapatos, levantava os olhos de vez em quando para o mapa que tinha fixado com todos os dados necessários de cada pais. E meditava sobre as condições dos vários povos e a maneira de evangelizá-los. Foi assim que sentiu mais e mais a chamada de Deus para preparar a Bíblia, para os muitos milhões de Indus, na própria língua deles. 

No entanto, o que mais entristeceu Carey foi quando a sua esposa recusou terminantemente deixar a Inglaterra com os filhos. Carey estava tão certo de que Deus o chamava para trabalhar na Índia que nem por isso vacilou.

Existia outro problema que parecia insolúvel: Era vetada a entrada de qualquer missionário na Índia. Sob tais circunstâncias era inútil pedir licença para entrar, conseguiram embarcar sem esse documento. Excepcionalmente o navio demorou algumas semanas e, pouco antes de partir, os missionários receberam ordem de desembarcar.

A sociedade missionária, apesar de tantos imprevistos, continuou a confiar em Deus; conseguiram arranjar dinheiro e compraram passagem para a Índia em um navio dinamarquês. Uma vez mais Carey rogou à sua querida esposa que o acompanhasse. Ela ainda persistia na recusa e nosso grande homem, ao despedir-se dela, disse: "Se eu possuísse o mundo inteiro, daria alegremente tudo pelo privilégio de levar-te e os nossos queridos filhos comigo; mas o sentido do meu dever sobrepuja todas as outras considerações. Não posso voltar para trás sem incorrer em culpa a minha alma.”

Porém, antes de o navio partir, um dos missionários foi à casa de Carey. Grande foi a surpresa e o alegria de todos ao saberem que esse missionário conseguiu induzir a esposa de Carey a acompanhar o seu marido. Deus comoveu o coração do comandante do navio a levá-la em companhia dos filhos, sem pagar passagem.

Certamente a viagem a vela não era tão cômoda como nos vapores modernos. Apesar dos temporais, Carey aproveitou-se do motivo para estudar o bengali e ajudar um dos missionários na obra de verter o livro de Gênesis para a língua.

Vamos abrir uma parênteses aqui ,Carey queria a mulher e os filhos juntos de si,fico pensando ,como não estariaa cabeça do homem sentido que devia ir ,empolgado com a viagem planejada por mês ou até anos.É claro que a decisão da partida partiu do Senhor Carey,os maridos muitas vezes podem também fazer a mulher sentir -se estupida ,inadequada ou como um menbro desnecessario da família ,quando tomam a maioria das decições sozinhos.Para a mulher é muito dificil agir positivamente logo de cara, a uma mudança tão radical. Cada um de nós tem um nivel diferente de tolerancia á tensão.Quando o marido ignora este fato,tomando uma decição importante sozinho , ele gera tensão a todas as áreas da vida da mulher,a tensão ira ,comsumir a saúde fisica desta mulher em conflitos. William Carey creio que ele estava tão envolvido com o seu chamado que não deu importância em verificar se sua esposa tinha um chamado especifico como o seu, ele não deu importância as necessidades de sua esposa...será que ela foi um dia tocada pelo amor aos perdidos? Será que em algum momento da sua vida ela compartilhou do mesmo sonho de levar Cristo aos países que jaziam nas trevas?

Declarações como esta: A esposa não tinha interesse nos esforços de seu marido e enlouqueceu. Declarações assim mostram o grau de infelicidade que esta mulher viveu, ela não tinha alegria em sua vida e vivia um sonho que não era o seu, ela foi induzida acompanhar o marido a motivos podemos imaginar:

-Era o que se esperava de uma esposa submissa.

-Ela estava frágil, tinha um bebe de três semanas apenas, sabia que sozinha não ia conseguir cuidar dos filhos.
- Ficando destruiria de vez a família.
-Sabia que seu esposo era um homem importante diante da comunidade e muito dedicado.
- Ela realmente o amava, deixou tudo por amor a ele.
- Podia muito bem estar com depressão pós parto, e isto a levou a loucura mesmo.
Muitas biografias relatam que ela perdeu um filho e a dor foi tão grande que nunca mais foi a mesma.
Talvez ela precisasse só de um pouco de amor, por parte do esposo e isso ele não foi capaz de dar, pois estava muito ocupado fazendo aquilo que sentia ser o e certo.
Eu me pergunto, será que ele em nem um momento parou para sentir o que o Espírito Santo lhe dizia? Pois ele tinha muitas tarefas importantes, muitas prioridades fundamentais, mas a família vem sempre em segundo lugar, pelo menos está é a ordem legal das coisas.
Ele assumiu um compromisso com sua esposa muito antes, ele é o responsável pela família que constituiu.
O perigo de não ter bem definido os nossos propósitos, e aquilo que Deus espera de nós nos causa muitos problemas, dor, amargura, ressentimento e nos fazer errar o alvo.
Os pensamentos dele conhecemos bem, seu sonho era trabalhar e esmerava em prol destes termos a ser conquistados.

Ele tinha os seguintes pensamentos e seguia seu objetivo:
-conversão individual.
- igreja autônoma e nacional
- ensino da Bíblia aos leigos
 - preparo de pastores nacionais
- tradução da bíblia
- ele traduziu a bíblia em 35 dialetos
- teve forte influencia no governo da Índia
Ele entendia que precisava conhecer a cultura local para que houvesse transformação real. Muito ensino.

sábado, 8 de outubro de 2011

O grande século Missionário


Com o inicio da 1ª guerra mundial em 1914. Este período foi considerado o mais importante da historia missionária.
O mundo vivia grandes avanços na área da comunicação, a descoberta da máquina a vapor e da eletricidade e isto trouxe progresso e indústrias. Facilitando assim o deslocamento de pessoas de um país a outro.
Surgiu então uma paixão pela exploração de terras descobertas. Os cristãos também foram contagiados por este espírito de desbravar e foram despertados para a evangelização de outros povos.
Mas para levar a fé a outros povos, era necessária uma estrutura.e mesmo sendo dificil alguns homens e mulheres aceitaram o desafio.
Vamos hoje conhecer alguns deste ilustres senhores ,segundo o coração de Deus.
Homens e mulheres que tiveram visão que entenderam o que Romanos 10 .9-17. 
William Buck Bagby foi missionário cristão pioneiro na implantação das Missões Batistas no Brasil e um dos principais colaboradores na luta pela liberdade religiosa em nosso país.
Um pastor Batista norte-americano. Filho de James e Mary Franklin nasceu no Texas (USA) em 05 de Novembro de 1855.
Aos oito anos mudou-se juntamente com sua família para Waco. Aceitou a Cristo como seu Senhor e Salvador aos 12 anos de idade, onde depois de cumprir seus estudos preliminares. Formou-se na Universidade de Baylor com 20 anos de idade.
Graduou-se em Teologia em 1875 sob orientação de Benajah H. Carroll.
Foi consagrado ao ministério pastoral em 16 de março de 1879.
Em 1884, Bagby implantou a Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro e em 1889 participou ativamente do processo de proclamação da Republica em nosso país, sendo inclusive um dos consultores na elaboração de nossa primeira constituição.
A Proclamação da Republica e a separação entre Igreja e Estado, não só facilitou, como também promovera o diálogo inter-religioso e a expansão do trabalho de Bagby no Brasil que aproveitou este período para a implantação de novos trabalhos, construção de escolas e igrejas, treinamento de novos ministros e principalmente engajando-se no auxílio e suporte ao trabalho batista por todo o Brasil.

domingo, 28 de agosto de 2011

Viaje conosco para o Pará


Todos nós temos um desejo intimo de conhecer algum lugar em especial, algo que chame a atenção e desperte a curiosidade, que satisfaça o eu e que fique na memória para sempre. Algo que nos faça pensar e até sonhar e que de fato valha à pena investir, algo fora de série.

Pois bem; chegou este dia e eu e minha família convidamos vocês para fazerem uma viagem deste tipo, e conhecer o maior projeto, deixado por Deus à sua Igreja.

Um projeto começado com a Trindade antes mesmo da fundação do mundo, algo tão sublime que até os anjos almejaram e um dia o farão, mas o projeto continua na terra e está na espera de pessoas como você que desejam participar dele.

A passagem nesta viagem não será seus olhos, mas sim seu coração. Deixe-o bem confortável para que Deus derrame sobre ele as suas maravilhas, único livro permitido à bordo será a Bíblia. Leve consigo Romanos 10. 11-15; Atos 1.8; Jó 30.1-8 e Isaías 6.6.

A missão do missionário é cumprir o que diz Romanos 10.14 e por esta razão se faz necessário que as Boas Novas de Jesus cheguem até os povos não alcançados.

Como não existem linhas telefônicas, estradas ou escrituras em suas línguas, se faz necessário que alguém se disponha e vá até eles.
Deus quando criou a humanidade, os criou à Sua imagem e semelhança (corpo, alma e espírito).

O indígena também possui as mesmas características e infelizmente não escolheram nascer nos confins da terra, sem acesso ao eminente acesso tecnológico.

Os povos indígenas possuem os mesmos desejos e sentimentos, eles têm medo, fome, dor, frio, chora na tristeza e na alegria, são como você e eu. Não são “bichos”, como alguns o consideram por viverem em isolamento nas matas e se alimentarem do que encontram na natureza: peixes, pássaros, animais e frutos silvestres. Lá não tem padarias, mercados ou açougues. Tem hábitos diferentes do que o nosso e se adequaram à realidade em que vivem. A higiene pessoal, a alimentação e no modo de viver. Porque eles têm outra cultura.

O QUE É CULTURA?

Cultura é o conjunto de comportamento e idéias características de um povo que se transmite de geração para outra e que resoluta em um estilo de vida de um povo.

Hoje estão na moda de preservar os rios, as matas, os animais. Investem milhões nisto. Até a forma do índio viver querem interferir, negando a eles o desejo da livre escolha.

Vivendo isolados, sem poderem ter acesso as “boas coisas” da nossa sociedade. Por exemplo: você trocaria seu computador por uma caneta tinteiro? Você trocaria seu carro por um carro de boi? Você trocaria seu Microondas por um fogão a carvão? Você trocaria seu chuveiro por um banho no rio gelado?

Lembre-se que seus antepassados viviam assim e que a nossa geração já está desfrutando de uma cultura mais evoluída.

Não estou dizendo, que os índios queiram estas coisas que citamos como exemplo, mas querem liberdade de aprender a ler e escrever e usar roupas para se aquentar nas noites frias da floresta, ou um chinelo no pé para proteger dos espinhos; um anzol para poder pegar peixes para seus filhos, um machado para cortar lenha ou fazer seu roçado e o principal é saberem de Jesus e isto tem sido negado para os povos indígenas isolados.

Os antropólogos acham que os indígenas devem permanecer em seu estado original, pois é a única forma destes ganharem seu sustento, estudando-os. E o índio vivendo na idade da pedra, ele pode ser estudado como se fossem “animais” em um zoológico. Mas o que importa é individuo não sua cultura. Deus se importa com o individuo no seu total.

Para os antropólogos, os indígenas não têm valor como ser humanos e sim é para eles objetos de seus estudos e pesquisas, somente isso. Não dá a eles a oportunidade de terem o livre arbítrio de escolha dado a humanidade pelo próprio Deus.

Numa cultura há pontos positivos e negativos. O fato de que em algumas tribos, quando nascem gêmeos; o primeiro que nasce é preservado e o outro abandonado para morrer, eles acreditam que o primeiro que nasce foi gerado pelo espírito bom e o segundo pelo espírito mal. Para nós isto é um absurdo, inadmissível, mas segundo os antropólogos isto é normal e assim será por todas as gerações.

Mas o fato é que se nesta cultura a palavra de Deus for ensinada, certamente estes hábitos negativos serão abandonados e certamente, jamais deixarão o segundo filho morrer. Por esta razão existe muita dificuldade em permissão para missionários, pois nossa presença entre os indígenas é uma ameaça para os antropólogos, e esta ameaça consiste em que certamente os indígenas chegarão ao conhecimento da verdade “e a verdade os libertará”.

Mas o ser humano tem sim uma escolha.

A segunda criança tem direito de viver assim como a primeira, toda cultura por si mesma sofre mudanças, não é o evangelho que é o grande vilão dentro de uma cultura.

Pelo contrario já foi comprovado que: a cultura de um homem convertido vai mudando e melhorando dentro do ‘seu pensamento’ e da sua sociedade.

O discernimento é uma ferramenta essencial para que o missionário possa conhecer a cultura religiosa de outro povo.

A verdade gritante, entretanto é única; o homem sem Deus vive nas trevas, com toda a sua ciência e conhecimento é capaz de sacrificar outros homens no altar do seu egoísmo. A única verdade eterna e imutável é que o ser humano precisa de Deus! Cristo é a única esperança das nações. Porque na verdade, e no fundo do coração do homem, sempre existiram os mesmos pecados que até agora os acompanham! Orgulho, vaidade, egoísmo. Naturais do velho homem.

O maior inimigo do missionário é o antropólogo, pois ele aniquila qualquer chance do evangelho chegar até aos indígenas. Para eles o missionário e a sua missão de levar o evangelho aos povos não alcançados, são encarados como agentes criminosos na eliminação de uma cultura milenar e superior. A audácia deles é tamanha a ponto de lutar para serem reconhecidos pelo governo como tutores dos povos indígenas do Brasil e com autoridade para punir quem contraria esta norma.

A sociedade produz coisas espantosas em matéria de ficção, a mente faz grandes obras que ficam marcadas para sempre, penso que todos se recordam dos desenhos animados dos Flinkstones, uma família da idade da pedra, numa época distante. Mas que todos tinham todos os recursos necessários para sobrevivência, até um grande luxo.

O outro é a família Jackson, numa era espacial, com toda a tecnologia avançada, tinha robôs empregados, cachorros dotados, naves espaciais, telefones com vídeos, etc. Hoje nossa tecnologia se encontra alguns dos aparelhos exibidos na tal era.

Enfim duas ficções, em eras diferentes, em tempos diferentes se evoluíram, com toda sorte de benefícios matérias, tecnológicos, barreiras vencidas.

Tudo era permitido para o bem da raça humana. Mas para os nativos que são reais, lhes é negado o simples remédio para acura da alma. Infelizmente o sistema atual, é falho, mesquinho, arbitrário e sem perspectiva de progresso.

Meu objetivo é despertar e mostrar um panorama vasto e inesgotável com diversos aspectos e personagens reais.

Vidas que precisam ser alcançadas e amadas com indivíduos, que merecem o mesmo estilo de vida que tanto almejamos.

Infelizmente no Brasil e no mundo, para o negro, o pobre e o índio, não há recursos, esforços e disposição para ser justo e humano.

São classes sociais que vivem á parte, esquecidas pelas autoridades. Mas Deus deixou a igreja para cumprir o “IDE”, pense... O que você pode fazer para mudar um pouquinho está situação? Vá! Ore! Contribua! Com sua vida ou financeiramente, ajudando quem já está envolvido neste ministério! Será que Deus pode contar com você?

Lembre-se que todo dia é dia de índio. É necessário fazer algo para que eles sejam alcançados.

Algo aconteceu comigo que me fez pensar sobre a urgência de levar aos indígenas as boas Novas. Estávamos na aldeia em duas famílias, era dezembro de 1989 e o natal se aproximava. Aguardávamos a chegada do avião que todo o mês trazia para nós; alimentos, cartas e muita alegria. E como era próximo o natal, tínhamos uma pequena arvore que uma vizinha nos deu para ser montada, seria uma novidade para as crianças, e para nós apenas um enfeite.

Sendo as cores vivas das bolas e enfeites, de grande curiosidade para os índios, relutei em montar a arvore com muita antecedência. No dia 23/12 resolvi montar a arvore, e no dia seguinte fomos para a pista de pouso esperar o avião. Infelizmente o avião não veio. Ao chegar a casa para colocar meu filho na cama, escutei um barulho e fui ver e qual não foi meu espanto ao ver a arvore toda no chão. Do lado de fora da janela estava uma menina por nome de Tatitu. Estava me olhando com espanto, com a mãozinha fechada e guardando a sua relíquia. Pedi para ver o que era e ela me mostrou uma bolinha vermelha que havia pegado da arvore. Ela disse: eu só queria ver (só que para ver é necessário pegar, isto é a cultura deles). Fiquei pensando que o mais perto que ela chegou do sentido do natal, foi à bolinha que ela pegou na mão. Imaginem como será para eles quando ouvirem o verdadeiro sentido do natal. Deus deu um presente para todo aquele que crê a própria palavra diz: é um presente. Precisa apenas acreditar neste presente. Você já o conhece, mas lembre-se que há pessoas nos confins da terra e saibas que os confins da terra são onde Jesus ainda não é conhecido. Para estes o presente ainda está embrulhado. Tem passado séculos e séculos e muitos ainda não sabem deste presente.

Quanto vale uma alma?

Essa pergunta vira e mexe invade as nossas mentes e ocupa espaço em nossos corações, a permanência deste pensamento em nossas vidas depende muito da nossa sensibilidade diante da realidade.

Só faremos algo, quando tomamos, posição diante de um fato consumado.

Mesmo quando nossas emoções se apresentam fortes e viva ignoramos muitas vezes os nossos sentimentos, com medo de sermos tachados de fanáticos. Estamos seriamente errados se condenamos as pessoas como fanáticas somente porque suas emoções são fortes e verdadeiras.

Todas as emoções afetam nosso corpo. Entretanto elas podem ser de origem natural ou espiritual. Em linha geral o normal é sufocar aquele sentimento, Ignoramos a pergunta e a questão.  Mas sempre pode existir outro caminho depende de cada um de nos, abraçamos a causa como um ponto vital na nossa vida nos doou se tivermos compaixão e zelo para com a palavra de Deus. Só irá dar frutos quando Deus operar no nosso intimo tal desejo. Tudo que posso dizer é que uma experiência deve ser autentica se a bíblia que é a palavra de Deus deixada para nos seres humanos, nos disser que devemos ter aquela experiência. Jamais uma experiência vai ser correta simplesmente por envolver a Bíblia.

O amor é a essência da verdadeira religião. As pessoas que testemunham ser cristãs aparentam amorosas e muitas vezes esse fato é tomado como prova de ser puro o cristianismo delas.

O argumento é que o amor deve vir de Deus, pois satanás não pode amar. Excepcionalmente o amor até o amor pode ser copiado. No entanto podem ser sim imitados eles tentam imitar o amor e a humildade cristã, estas qualidades revelam a beleza do caráter cristão.

Uma situação pode comover alguns e ao mesmo tempo pode passar despercebido por outros, o ser humano é infundado conto aos sentimentos. Na bíblia tem um verso que fala a boca fala daquilo que seu coração está cheio, (Mateus 12.34) sua fala é apenas um espelho de tudo que ocupa seu coração. Suas emoções vieram da função natural de suas próprias mentes e não é uma obra salvadora do Espírito de Deus.

As escrituras ensinam que Deus faz as pessoas conscientes da sua incapacidade antes de libertá-las.

Tocante ao ato de se comover e agir guiado por essa emoção, a pessoa se engana apresenta momento cheios de entusiasmo santo e bradam ‘tudo o que o senhor falou faremos’ logo depois, porém volta a adorar um bezerro de ouro!

A prontidão em falar sobre as coisas espirituais pode vir por bom motivo ou por motivo mal. Talvez seja porque a pessoa está com o coração pleno de emoções santas. É da natureza de todas as emoções fortes que as pessoas tenham uma profunda prontidão em falar sobre aquilo que as afetou. Tal conversa será de fato, tão seria e calorosa. Mas não passará disso!

O que tem importância para você hoje. Os animais ou o ser humano?

Não estou falando que os animais não mereçam nossa atenção e respeito, estou falando da inversão de valores que se dá hoje em dia. Se matar um animal selvagem, um pássaro, ou se mesmo cortar uma árvore, estará sujeito a uma severa punição jurídica.

Mas quanto vale uma vida? A vida do ser humano, criado a imagem e semelhança de Deus, foi criada para ter comunhão com o Pai e para louvá-lo.

Quanto vale para Deus as crianças abortadas? Durante toda a vida de seres humanos egoístas e presunçosos que julgam ter direito sobre elas? Quanto... Quanto vale?

Eu gostaria de convidar meus leitores, a fazer uma viagem comigo no tempo. Você tem ai uns minutinhos disponíveis para viajar virtualmente nesta aventura? Espero que sim, venham e esqueçam tudo e se arrisquem um pouquinho só. Vamos embarquem comigo nesta incrível viagem, garanto que você ao final dela estará mais ricos de compaixão amor, solidariedade e boa vontade de ajudar aos outros, sejam mendigos, andarilhos e povos não alcançados. Seu filho, sua esposa e seus pais idosos, e até os animais abandonados faz ação social seja como for, vai fazer muito bem para a sua alma. Eu te garanto.

No final dessa curta viagem gostaria que você respondesse a pergunta que não quer calar afinal quanto vale uma vida para você?

Este trabalho foi feito já há alguns anos, foi feito especialmente para a Tia Maria Ramalho Lopes, precisava apresentar um trabalho e um desafio missionário em uma gincana missionária em sua Igreja em Monte Santo de minas. Foi feito em uma semana e desde então estava guardado, mas agora é hora de divulgá-lo porque não?

Nesta viagem não vai ser necessário você usar dinheiro, cartão de credito, identidade nem passaportes. Vamos usar aqui recursos divinos, sentimentos humanos, valores escassos e sensibilidades a flor da pele. Os povos da floresta de que maneira pode chegar até eles?

Lugares de difíceis acessos, nosso destino é o norte do Pará, para chegarmos até a cidade de Santarém existem quatro maneiras:
·         De carro pela rodovia Belém–Brasília até Belém-PA, cerca de 3mil km; e de Belém á Santarém, são três dias e duas noites de barco subindo o rio Amazonas, e o carro segue pela balsa.
·         Outro meio é viajar pela rodovia BR-163(Cuiabá/Santarém). São 3.600 km partindo de São Paulo.
·         Outro meio é viajar de carro pela rodovia transamazônica
·         Avião via Manaus.
·         Avião via Belém.

Da cidade de Santarém para a tribo Zo’é, usávamos o avião como meio de transporte, era o meio de transporte mais rápido para recebermos nossa alimentação.

Em uma ocasião recebemos a visita de um helicóptero, levando funcionários da Funai. Chamado pelos índios de Tucurapinorru (grande gafanhoto).
 

Bem vindos a nossa casa


                                                              Esta é a nossa família
                                                          
                                                     Esta é a grande família da tribo Poturu

Nesta foto estão participando do cerimonial. Homens dançam e cantam e as mulheres lhes oferecem bebidas fermentadas de frutas nativas.
Fazem este cerimonial, celebrando a vida, para purificação e na perfuração para colocar o “poturu” (um pedaço de madeira).


Nesta foto estão colocando timbó. Timbó é um cipó que é amassado com um pau e depois de amassados são colocados na água que tira o oxigênio da água que deixa os peixes atordoados. Isto é feito na época em que os igarapés estão secos.


o nascimento de bebes, não importa à hora seja de dia ou de madrugada, ao nascer já recebem um banho de água frio, os bebes tremem de frio. Você daria um banho frio no seu bebe assim que nascesse? Após o banho acendem uma fogueira para aquecê-lo, pois não possuem cobertas e mantas.

Entramos nesta aldeia em junho de 1988, já estava grávida do nosso filho caçula, pelo fato de estarmos distantes da cidade, não fiz nem um pré-natal. Ali me alimentava do que a mata produzia. E por sinal foi o maior bebe que tive.

Esta foto mostra o melhor passatempo que ele tinha. Engatinhar atrás dos pintinhos e fazia isto até que a galinha o bicava. Ou então fugia para a beira do igarapé. Pois até onças rondavam nossa casa e isto nos preocupava.


Filipe e Jaqueline viveram entre os índios e tinham uma vida tranqüila. Nadavam no igarapé, pescavam. Em todo planeta terra todas as crianças são iguais e brincam da mesma forma. Gostam de aprender coisas novas. Aprenderam a andar de bicicleta e também nossos filhos aprenderam a gostar das brincadeiras deles. Filipe foi alfabetizado na aldeia por mim.



Para que o povo Zo’é possa ouvir e aceitar a Jesus como Salvador é necessário aprender a língua deles e nosso trabalho é executar este ministério, assim como traduzir a Bíblia na linguagem deles.

O trabalho missionário e longo, pois os índios não têm nenhuma noção a respeito de Jesus. Estes nunca ouviram ou tiveram a chance de conhecê-lo ainda.
Deixar a vida boa, o conforto, os familiares e partir para estes lugares difíceis, não é fácil.

A obrigação de ir é sua que esta lendo este relato e talvez você diga: “Mas não posso ir”. Então dobre seus joelhos e clame em favor dos que está indo.
Talvez digas: “Não sou dedicado a orar”. Então contribua com os que, estão indo.

Por causa do pecado a morte espiritual e física passou a todos os homens, por esta razão Jesus precisou morrer e dar seu precioso sangue, sem o qual não há remissão de pecados. Como, pois os índios saberão se ninguém for lhes falar?

A palavra de Deus diz; “Livra os que estão sendo levados para a morte, e salva os que cambaleiam para serem mortos”
Este índio se chamava Ó. Ficou muito doente e foi necessário trazê-lo para o hospital em Santarém. Mas infelizmente ele morreu e foi para a eternidade sem nunca ter ouvido de Jesus. Chegamos tarde para o Ó. O que nos impediu de irmos antes/ quantos ainda perecerão sem nunca ouvirem?



“Passou a sega findou o verão e nós ainda não estamos salvos” Jr. 8.20


Nesta foto vemos um findar de dia e a noite esta chegando. Meu irmão não deixe que a noite eterna chegue para aqueles que ainda não ouviram. A partir de hoje você tem mais responsabilidades, pois está ciente da tua responsabilidade.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Familia Barbosa & Ramalho

Sou filha de Marta Ramalho e José Barbosa de Oliveira, nasci em Mogi Mirim SP.

Minha família sempre foi grande. Somos em 10 irmãos. Meu pai sempre foi um homem dedicado e muito trabalhador. Ele era bioquímico e fundou o primeiro Laboratório de Analises Clínicas na cidade de Mogi Mirim-SP. Também muito generoso e ensinou a profissão para vários jovens; inclusive um tio, Josué Ramalho, e dois primos, Sergio Bresan e Joel Jerônimo, e os amigos Gilberto que aparece no álbum com minha irmã Meire no colo, Paulo, Marta, Marise, José Carlos, Marcos e eu de dedinho na boca.


E José Luiz Montagnana que se tornou com o passar dos anos a ser meu cunhado. Tenho foto deles. A Marta minha irmã e o José Luiz(Zézinho), quando namoravam ainda.

Minha mãe sempre foi uma mulher de fibra, corajosa e participante na vida domestica, nunca gostou de ajudantes em seus trabalhos domésticos, nunca deixava o  almoço do pontual Zé Barbosa se atrasar; por estar atrapalhadas com as fraudas e mamadeiras dos pequenos.

Sabia administrar seu tempo, conseguia a proeza de realizar as compras de supermercado na hora de almoço de papai.

A imagem de minha mãe sempre foi de uma mulher, com mãos de fada para a culinária e artesanatos,  e muito alegre; a música vivia em seus lábios, crescemos ouvindo minha mãe cantar seus hinos favoritos e também longas poesias de Mirtes Mathias em datas especiais.

Meus Pais tiveram por um tempo uma fabrica de brinquedos de madeira onde eram feitos quartos de bonecas, sofazinhos, mesinhas, cavalinhos e carruagens etc.

Abaixo, minha mãe, eu, Meire e Marcos.